quinta-feira, 10 de junho de 2010

Saturno pode estar "produzindo" novas luas

Um novo estudo indica que sete luas de Saturno foram formadas recentemente - há cerca de 10 milhões de anos, cerca de 4 bilhões de anos depois que os outros 55 maiores corpos que orbitam o planeta. A pesquisa diz que o planeta pode estar "produzindo" mais luas já que o processo que criou as sete mais jovens ainda está ativo.
saturno e as luas tétis e epimetheus
© NASA (Saturno e as luas Tétis e Epimetheus)
A lua Epimetheus aparece na imagem apenas como um ponto próximo aos anéis do planeta, e na área inferior direita, pode ser vista a lua Tétis.
Anteriormente, os cientistas acreditavam que as sete pequenas luas que orbitavam abaixo ou dentro dos anéis do planeta foram formadas no início do sistema solar, devido ao seu formato parecido com o de asteroides. Contudo, medições da sonda Cassini indicaram que a densidade dessas luas era muito baixa, menos de 1 g por cm³. O dado indicava que ao contrário do Sol, dos planetas e de outros satélites naturais do sistema, as luas do anel de Saturno não se condensaram a partir de um grande e primitivo disco de gás e poeira.
Um modelo de computador utilizado na pesquisa, que combinou e adaptou outros modelos que simulavam a formação do sistema solar e a órbita dos planetas, indicou que os sete satélites naturais podem ter condensado diretamente dos anéis de Saturno e manter sua fraca consistência.
Cientistas já acreditavam que essas luas poderiam ter se formado a partir dos anéis, mas não haviam conseguido simular essa possibilidade anteriormente. De acordo com o pesquisador Sébastien Charnoz, da Universidade Paris Diderot, na França, a nova simulação indica inclusive que esse processo pode continuar, agregando material dos anéis e formando grandes objetos que, no futuro, podem se transformar em pequenas luas, assim como as sete jovens.
Fonte: Science

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Marte pode ter abrigado um oceano

Cientistas americanos encontraram mais provas de que um oceano existiu em Marte. Um projeto de mapeamento geológico encontrou depósitos de rocha sedimentar em uma região chamada Hellas Planitia, o que sugere a presença de um oceano naquele local.
 bacia hellas
© NASA (bacia Hellas em Marte)
A bacia de Hellas é uma cratera de impacto gigante. Com 2.000 km de largura e 8 km de profundidade, é a maior em Marte.
Os dados indicam que um lago teria existido na bacia entre 4,5 bilhões e 3,5 bilhões de anos atrás.
Alguns cientistas acreditam que as condições em Marte eram mais favoráveis para a evolução de vida do que na Terra naquela época.
O mapeamento é consistente com estudos anteriores que já indicavam a presença de lagos no passado de Marte.
hellas planitia
© NASA/Mars Global Surveyor (Hellas Planitia)
Segundo os cientistas, uma fina camada de afloramentos na borda leste de Hellas são depósitos sedimentares, formados pela erosão e transporte de rochas e solo de montanhas marcianas para um contingente de água parada.
Novos estudos poderiam trazer pistas sobre como o clima marciano mudou ao longo de períodos geológicos.
Os dados foram obtidos a partir de vários instrumentos presentes em naves da Nasa, incluindo Viking, Mars Global Surveyor e Mars Odyssey.
Fonte: NASA e BBC News

terça-feira, 8 de junho de 2010

Telescópio Trappist faz primeiros registros

O Observatório Europeu do Sul (ESO) anunciou que o Trappist (Pequeno Telescópio de Trânsito de Planetas e Planetesimais, na sigla em inglês), no observatório La Silla, no Chile, começou a fazer os primeiros registros de teste com sucesso.

nebulosa da tarântula 

© ESO (nebulosa da Tarântula)

O projeto, desenvolvido em parceria com a Universidade de Liège (Bélgica) e com o Observatório de Genebra (Suíça), será dedicado ao estudo de sistemas planetários através de duas formas: a busca de planetas fora do Sistema Solar (exoplanetas) e também de cometas que orbitam o Sol.
Apesar de estar localizado no Chile, o pequeno telescópio de 60 cm será operado em Liège, a 12 mil km de distância. "Os dois temas de pesquisa do projeto Trappist são partes importantes de um campo interdisciplinar de pesquisa (a astrobiologia) que visa estudar a origem e a distribuição da vida no Universo", diz o pesquisador Michaël Gillon, que lidera o estudo de exoplanetas do projeto.
"Planetas similares à Terra são alvos óbvios na busca por vida fora do Sistema Solar, enquanto cometas são 'suspeitos' de terem um importante papel no aparecimento e desenvolvimento da vida no nosso planeta", diz o também pesquisador Emmanuël Jehin, que lidera o estudo de cometas.
Ao contrário de muitas outras observações astronômicas, a pesquisa por exoplanetas não é caracterizada por belas imagens. Às vezes, os dados mais importantes aparecem em gráficos de observações dos telescópios. Os planetas fora do Sistema Solar podem ser encontrados por um pequeno decréscimo de brilho em sua estrela - isso acontece quando ele passa em frente à estrela, bloqueando parte da luz. Quanto maior o planeta, mais ele bloqueia a passagem de luz, fazendo com que o brilho caia mais e, portanto, mais facilmente ele é detectado.
Para registrar cometas, o telescópio foi equipado com filtros especiais largos e considerados de alta qualidade, o que permite aos astrônomos registrarem a presença de diversos tipos de moléculas nos cometas durante sua viagem ao redor do Sol.
O Trappist vai funcionar integrado a outros dois telescópios bem maiores: o Coralie, de 3,6 m, e o suíço Leonhard Euler Telescope, de 1,2 m, ambos também em La Silla. Além disso, o novo observador foi instalado na construção que abrigava o antigo T70, da Suíça. O ESO afirma que a colaboração entre as três instituições possibilitou a rápida realização do projeto; foram dois anos entre a decisão de construí-lo e os primeiros registros. O equipamento é robótico e totalmente automatizado, podendo percorrer o céu com alta velocidade e precisão.
Fonte: ESO

segunda-feira, 7 de junho de 2010

A Terra e a Lua podem ser muito mais jovens

A Terra e a Lua podem ter se formado muito mais tarde do que se acreditava, segundo recente pesquisa da Universidade de Copenhague, publicada na revista especializada "Earth and Planetary Science Letters". A Terra e a Lua foram criadas como resultado de uma gigantesca colisão entre dois planetas do tamanho de Marte e Vênus.
colisão entre dois planetas
© NASA (colisão entre Marte e Vênus, concepção artística)
Até agora, acreditava-se que a colisão teria ocorrido quando o Sistema Solar tinha 30 milhões de anos, há cerca de 4,5 bilhões de anos.
Mas o novo estudo do Niels Bohr Institute, da Universidade de Copenhague, sugere que a Terra e a Lua provavelmente se formaram muito depois disso, talvez até 150 milhões de anos depois da formação do Sistema Solar.
"Determinamos a idade da Terra e da Lua usando isótopos de tungstênio, que podem revelar se os núcleos de ferro (dos planetas) e a superfície de rochas se misturaram durante a colisão", explicou o geólogo Tais W. Dahl, que elaborou a pesquisa durante seu projeto de tese em geofísica no Niels Bohr Institute, em colaboração com David J. Stevenson, do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech).
Os planetas do Sistema Solar foram criados pela colisão de pequenos planetas que orbitavam em torno do então recém formado Sol. Durante as colisões, os pequenos planetas derretiam e se juntavam, formando planetas cada vez maiores. A Terra e a Lua se formaram como o resultado entre o choque de dois planetas que tinham o núcleo de metal e a superfície de rochas. O processo ocorreu em menos de 24 horas e a temperatura da Terra era tão alta (7 mil graus Celsius) que tanto as rochas como o metal devem ter derretido durante a colisão.
Até há pouco tempo, acreditava-se que as rochas e o ferro haviam se misturado completamente durante a formação do planeta, e a conclusão era de que a Lua havia se formado quando o Sistema Solar tinha cerca de 30 milhões de anos, há 4,5 bilhões de anos.
A idade da Terra e da Lua pode ser medida examinando-se a presença de certos elementos nas camadas superficiais da Terra. A substância radioativa háfnio 182 decai com o tempo e se transforma no isótopo de tungstênio 182. Os dois elementos têm diferenças marcantes em suas propriedades químicas e enquanto o isótopo de tungstênio prefere se unir a metais, o háfnio prefere se unir a silicatos, como rochas.
São necessários entre 50 milhões e 60 milhões de anos para que todo o háfnio decaia e se converta em tungstênio, e durante a colisão que originou a Lua, quase todo o metal foi parar no centro da Terra, mas nem todo o tungstênio foi para a região.
"Estudamos em que grau a rocha e o metal se misturaram durante as colisões que formaram o planeta. Usando cálculos a partir de modelos dinâmicos da turbulenta mistura das massas de ferro e rocha líquida, encontramos isótopos de tungstênio da formação da Terra presentes na camada rochosa", explica Dahl.
O novo estudo sugere que a formação da Lua ocorreu quando todo o háfnio já havia decaído e se transformado em tungstênio.
"Nossos resultados mostram que o centro de metal e rocha não consegue se emulsificar nas colisões entre planetas com mais de 10 km de diâmetro e, por conta disso, a maior parte do centro de ferro da Terra (80 a 99%) não removeu o tungstênio do material rochoso das camadas superiores durante a formação", explica Dahl.
O resultado da pesquisa significa que a Terra e a Lua provavelmente se formaram muito depois do que se imaginava.
Fonte: Niels Bohr Institute

sábado, 5 de junho de 2010

Picos da luz eterna na Lua

Na Lua ocorre a existência dos picos da luz eterna onde o Sol nunca se põe. Descobertos em 1994 por uma equipe liderada por Ben Bussey, da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, que estudou imagens dos polos da Lua, tiradas a partir da sonda Clementine.
polo norte da lua
© NASA/sonda indiana Chadrayaan-1 (polo norte da Lua)
Os pesquisadores produziram um filme mostrando como a iluminação sobre essas regiões lunares mudava ao longo de um mês. Eles descobriram quatro áreas na borda da cratera Peary, de 73 km de diâmetro no polo norte da Lua, que parecem permanecer iluminadas durante toda a duração do dia lunar. Ao contrário do polo sul lunar, o polo norte do astro teria picos que ficam constantemente iluminados, pelo menos durante o verão no satélite terrestre. Nesse local a variação de temperatura ao longo do dia seria de apenas 20ºC, algo bem mais fácil de enfrentar do que as variações de até 250ºC da zona equatorial.
O eixo de rotação da Lua tem um desvio de cerca de 1,5 grau com relação à órbita da Terra ao redor do Sol. Como consequência, a Lua possui curtas mas perceptíveis estações e uma exposição acentuada à luz do Sol em seus polos. O ângulo do eixo de rotação lunar leva à existência de alguns pontos dentro das crateras que nunca recebem luz. Mas os cientistas vinham se perguntando há tempos se existem, nas bordas das crateras, áreas onde é possíve avistar o Sol todo o tempo. Pensava-se que não houvesse nenhum ponto assim na superfície lunar, embora alguns estudos já tivessem identificado regiões polares que permaneciam iluminadas 95% do tempo.
A descoberta de um ponto sempre iluminado faz do polo norte lunar uma região com forte potencial para exploração e para a instalação da primeira base humana permanente na superfície da Lua.
Fonte: Cosmonovas

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Astrônomos registram em Júpiter

Os astrônomos amadores Anthony Wesley da Austrália e Christopher Go das Filipinas observaram, independentemente, um novo impacto no planeta Júpiter. O impacto ocorreu ontém, dia 3 de Junho, às 20:31 UTC, e produziu um flash de luz brilhante no topo das nuvens do planeta gigante.
impacto em júpiter
© Anthony Wesley (flash provocado pelo impacto em Júpiter)
Nesta imagem pode ser visto um flash provocado pelo impacto noplaneta. Créditos: Anthony Wesley, Broken Hill Australia
A natureza do impacto é ainda desconhecida, mas acredita-se ter sido um asteróide ou um cometa. Em ambos os casos, um campo de escombros escuro deverá se desenvolver em torno do ponto de impacto, que é o que tem acontecido na sequência de impactos anteriores Júpiter. Em 1994, Júpiter foi bombardeado por pedaços do cometa Shoemaker-Levy 9. Se você é um astrônomo amador, fique de olho em Júpiter nas próximas noite!
Fonte: Space Weather

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Buraco negro emite jato de gás violento

Um grupo de astrônomos acaba de mostrar a receita para que um buraco negro seja capaz de emitir poderosos jatos de energia. Basta que esse estranho objeto cósmico esteja posicionado no centro de uma galáxia e gire no sentido contrário ao das estrelas que espiralam ao seu redor.
galáxia com buraco negro 
© Nasa/JPL/Caltech (buraco negro, concepção artística)
A descoberta anunciada por David Garofalo, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, em Pasadena, tem implicações importantes para a compreensão da evolução das galáxias. O trabalho está descrito em estudo no periódico acadêmico "Monthly Notices of the Royal Astronomical Society".
Buracos negros são objetos que concentram uma quantidade brutal de massa no espaço de um ponto com dimensão zero. Aqueles que habitam os centros de galáxias são os mais poderosos, alguns deles com centenas de vezes a massa do Sol.
O gás contido no disco de matéria que circula no centro dessas galáxias pode ser capturado de uma maneira especial, rodopiando em torno do buraco negro e depois escapulindo pela vertical. O grupo de Garofalo tinha elaborado já a teoria de que, se o buraco negro gira no sentido contrário ao disco de matéria, esse efeito se acentua. Só agora, porém, a hipótese foi confirmada por observações.
Usando telescópios para estudar as ondas de rádio emitidas pelo gás ejetado dos centros de galáxias, o astrônomo conseguiu comparar aquelas de atividade fraca com as de atividade forte. O resultado das observações reforçou a tese de que a direção de rotação está diretamente ligada à força dos jatos.
Além disso, Garofalo mostrou que, ao longo do tempo, os buracos negros que giram em sentido contrário ao de suas galáxias tendem a reverter sua rotação para rodar junto com o resto do material a seu redor. Isso ficou claro quando o pesquisador se deu conta que a amostra de buracos negros mais distantes, portanto mais antigos, tinha um número maior de sistemas girando "na contramão".
Segundo o novo estudo, os buracos negros em sentido inverso de rotação emitem jatos mais fortes porque a borda interna do disco de matéria que o alimenta costuma ser mais larga. Dentro desse espaço é que surgem as correntes magnéticas que impulsionam as partículas do jato.
Fonte: NASA

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Hubble captura estrelas em movimento

Pela primeira vez, os astrônomos mediram pequenos movimentos de um jovem aglomerado de estrelas massivas, chamadas formalmente como NGC 3603, e constataram sinais surpreendentes de agitação.
ngc 3603
© ESA (NGC 3603)
Segundo a ESA (agência espacial europeia), uma equipe do Instituto Max-Planck de Astronomia em Heidelberg e da Universidade de Colônia, liderada por Wolfgang Brandner (MPIA), usou imagens de alta qualidade do telescópio espacial Hubble para realizar a medição. Eles utilizaram registros de 1997 e depois observaram novamente a mesma região em 2007.
Os pesquisadores notaram que as estrelas se movimentavam de uma forma diferente do que se imagina nesses agrupamentos de estrelas, de que elas se "acalmariam", mas, pelo contrário, elas continuam velozes. A velocidade das estrelas se mostrou independente da sua massa e elas continuaram se comportando como quando o aglomerado foi formado, cerca de 1 milhão de anos atrás.
"Esta é a primeira vez que fomos capazes de mensurar precisamente a movimentação de um grande compacto de estrelas jovens", disse Brandner. Eles mediram precisamente a velocidade das estrelas de mais de 700 aglomerados de diferentes massas e temperaturas de superfície. "Nossas medições têm uma precisão de 27 milionésimos de um segundo de arco por ano. Este ângulo pequeno é correspondente à espessura aparente de um cabelo humano visto de uma distância de 800 km", diz Boyke Rochau, MPIA, principal autor do estudo, que realizou esta análise, como parte de seu trabalho de doutorado.
Com uma massa 10 mil vezes maior que a do Sol contidos em um volume de apenas três anos-luz, o aglomerado denso de estrelas jovens é um dos mais compactos da Via Láctea e considerado pelos cientistas um lugar ideal para testar as teorias de sua formação. O amontoado de estrelas se encontra a cerca de 20 mil anos-luz do Sol, o que torna estas medidas extraordinariamente difíceis. É necessário comparar imagens feitas em diferentes anos. O telescópio e a câmera devem dar imagens muito nítidas e ser extremamente estável durante longos períodos.
Estrelas nascem quando uma gigantesca nuvem de gás e poeira entram em colapso. Em casos como a região de formação de estrelas NGC 3603, onde a nuvem é gigantesca e compacta, o processo é particularmente rápido e intenso. A maior parte da matéria da nuvem acaba concentrada dentro de estrelas quentes e jovens e o aglomerado mantém muito de sua atração gravitacional inicial.
Fonte: ESA

Nova imagem da Grande Nuvem de Magalhães

O Observatório Europeu do Sul (ESO) divulgou uma imagem composta por quatro observações do telescópio La Silla, no Chile. A imagem mostra detalhes da Grande Nuvem de Magalhães, uma das galáxias vizinhas à Via Láctea.
grande nuvem de magalhães
 © ESO (A Grande Nuvem de Magalhães)
Foram registrados diversos fenômenos, como restos de supernovas (explosões que ocorrem no fim da vida de estrelas supermassivas) e aglomerados de estrelas. Essa região do espaço é tão rica em objetos de estudo que o ESO a chama de "zoológico cósmico".
A Grande Nuvem de Magalhães está a apenas 160 mil anos-luz da Via Láctea, sendo considerada muito próxima a nossa galáxia. Pelo seu formato, ela é considerada uma anã irregular e tem menos de um décimo da massa da Via Láctea. Os astrônomos acreditam que ela era uma espiral clássica, mas seu formato foi afetado por causa da gravidade da nossa galáxia e de outra também próxima, a Pequena Nuvem de Magalhães.
Segundo o ESO, a imagem combinada mostra ainda dezenas de agrupamentos de jovens estrelas, além de nuvens de gás brilhante e um número enorme de estrelas com pouco brilho no fundo da imagem, que viriam de outras galáxias, mais distantes que a Grande Nuvem.
Os estudos dos agrupamentos de estrelas dessa galáxia indicam que ela tem uma história de formação de estrelas mais recente que a Via Láctea: enquanto na nossa galáxia esses agrupamentos são formados muitas vezes por estrelas vermelhas (mais velhas, com até 10 bilhões de anos), a vizinha tem muitas jovens (com até 3,5 bilhões de anos). Ou seja, a Grande Nuvem de Magalhães é considerada uma região com grande número de nascimento de estrelas.
Apesar do grande número de nascimentos, também podem ser vistos os restos de supernovas. No canto superior direito, uma nuvem conhecida como DEM L 190, também conhecida como N 49, pode ser vista. Essa nuvem gigante é a mais brilhante da galáxia é o resultado da explosão de uma estrela. Agora, no seu centro, restou apenas uma estrela de nêutrons, com uma poderosa força magnética.
Fonte: ESO

terça-feira, 1 de junho de 2010

Restos de explosão estelar atingem a Terra

Uma teoria astronômica dos anos 30 pode ter encontrado seus primeiros indícios favoráveis em um experimento na Antártida. Segundo a hipótese, ondas de choque de explosões estelares, ou os campos magnéticos superdensos resultantes das estrelas de nêutrons, que por sua vez são resultantes das explosões estelares, são capazes de impulsionar partículas a energias altíssimas.
supernova vela
© ESO (supernova de Vela)
Os cientistas da Universidade de Wisconsin que trabalham no detector IceCube, localizado na Antártida, detectaram partículas de alta energia que atingiram a Terra e que seriam resultado de uma explosão estelar a 800 anos-luz.
Os pesquisadores afirmam que foram detectadas chuvas de partículas que atingiram o planeta enquanto raios cósmicos atingiam nossa atmosfera. Após analisarem cerca de 4,3 bilhões de múons entre junho de 2007 e março de 2008, os cientistas encontraram um pequeno, porém claro, excesso de raios que vinham da constelação Vela.
Fonte: New Scientist

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Crateras da Lua indicam novos asteroides

Um censo das crateras recentes abertas por impactos na Lua sugere que existe, ao redor da Terra, uma população ainda desconhecida de asteroides, alguns dos quais podem ser perigosos para o nosso planeta, diz um estudo realizado por pesquisadores no Japão e nos Estados Unidos e aceito para publicação no periódico Astronomy & Astrophysics.
lua
© NASA (Lua)
O trabalho, liderado por Takashi Ito, do Observatório Astronômico Nacional do Japão, analisou a diferença no número de impactos recentes, com menos de 800 milhões de anos, entre a face da Lua que aparece "de frente" no sentido da órbita do satélite e a face voltada para trás, com base em previsões teóricas feitas a partir de modelos da população conhecida de asteroides.
Cientistas esperavam que a face frontal tivesse mais marcas de impacto, já que funciona como uma espécie de escudo do satélite. A assimetria prevista com base nas populações conhecidas de asteroides, no entanto, mostrou-se muito menor que a verificada no levantamento dos números reais.
Para uma previsão teórica de 32% mais impactos na face dianteira, foi encontrada, de fato, uma diferença média de 65%.
"Nossos resultados sugerem a existência de uma população não detectada de projéteis de baixa velocidade de impacto praticamente na mesma órbita da Terra", escrevem eles, advertindo que mais observações da Lua são necessárias para confirmar a conclusão.
O fato desses asteroides, não terem sido detectados até agora não significa necessariamente que sejam pequenos demais, ou inofensivos, mas apenas que devem ser muito escuros e se mover muito devagar. Então, se um asteroide desse tipo atingir a Terra agora, ele pode causar algum desastre, dependendo de seu tamanho, material e local de impacto.
Até agora, segundo dados da Nasa, são conhecidos cerca de 7.000 asteroides próximos da Terra, dos quais cerca de 1.100 são considerados "potencialmente perigosos". Desses, o que tem mais chance de colidir conosco é 2007 VK184,  com probabilidade de impacto de 0,033%, no período 2048-2057.
Fonte: NASA

sábado, 29 de maio de 2010

Planeta realiza órbita em menos de 18 horas

Uma nova análise realizada por cientistas nos EUA mostra que um planeta consegue dar uma volta completa ao redor de seu sol em menos de 18 horas. O planeta, chamado 55 Cancri e, já era conhecido por cientistas há vários anos. Ele possui uma massa muito maior que a da Terra e orbita uma estrela como o Sol.
 55 cancri
© Reuters (planeta 55 Cancri e, concepção artística)
Pesquisadores do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica em Cambridge, em Massachusetts (EUA), descobriram que falhas em observações da órbita do planeta podem ter levado a conclusões erradas.
Pensava-se que 55 Cancri e levava três anos para orbitar seu sol, SWEEPS-10. A nova análise, porém, indica que o planeta leva 17 horas e 41 minutos.
Há indícios de que outro planeta no mesmo sistema possa realizar uma órbita em um tempo ainda menor, mas sua existência ainda não foi confirmada.
Se um planeta pudesse completar uma volta ao redor do Sol (do sistema solar terrestre) a uma distância equivalente ao raio do Sol sem queimar, esse planeta levaria três horas para completar uma volta.
Planetas orbitando astros mais compactos, como anãs brancas, pulsares e buracos negros, podem completar voltas em tempos menores, pois podem se aproximar mais desses objetos. Não há, contudo, confirmação da existência de planetas orbitando anãs brancas e buracos negros.
Fonte: New Scientist

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Explosão de raios-X devido à buraco negro

Um estudo que analisou imagens registradas em raio-X pelo telescópio Chandra em mais de 10 anos de um buraco negro no centro da galáxia de Andrômeda indica que de 1999 até janeiro de 2006 esse buraco negro passou por um período "calmo", mas, em 6 de janeiro de 2006, ele começou a aparecer 100 vezes mais brilhante nas imagens, o que indica uma explosão de raios-X. Segundo a pesquisa, essa mudança indica uma taxa relativamente alta de matéria sendo absorvida, ou seja, que o buraco negro estava capturando matéria.
andrômeda e buraco negro
© NASA/Chandra (galáxia de Andrômeda e buraco negro)
De acordo com a administração do Chandra, antes de 2006, eram claramente visíveis três fontes de matéria que era capturada pelo buraco negro, mas, após a mudança na intensidade, foi observado mais uma fonte produzida por essa matéria que estava sendo absorvida.
Após o evento, o buraco negro novamente entrou em um estado mais "calmo", mas ainda assim ele estava cerca de 10 vezes mais "brilhante" que antes de 2006. Segundo os cientistas, é a primeira vez que um evento desse tipo é observado em uma galáxia próxima à Via Láctea.
Assim como o buraco negro do centro de Andrômeda, o da Via Láctea é surpreendentemente calmo. Na verdade, de acordo com os pesquisadores, o buraco negro de Andrômeda é entre 100 e 1000 vezes mais fraco, quando observado em raio-X, do que os astrônomos esperavam.
Fonte: NASA

terça-feira, 25 de maio de 2010

Estrela de nêutrons é lançada por supernova

O telescópio Chandra captou uma imagem em raio-X da nebulosa N49 localizada na Grande Nuvem de Magalhães, que mostra uma estrela de nêutrons "em fuga" a 8 milhões de km/h após ser lançada pela explosão de uma estrela supermassiva (supernova). Os astrônomos da Universidade de Penn utilizaram o telescópio administrado pela Nasa e pela Universidade de Harvard.
nebulosa N49
© NASA/Chandra (nebulosa N49)
De acordo com os cientistas, o telescópio observou a N49 por cerca de 30 horas e identificou uma espécie de "bala" disparada após a supernova. Esse objeto é conhecido como estrela de nêutrons ou repetidor leve de raios gama (SGR, na sigla em inglês), uma fonte de raios gama e X.
Além disso, esses corpos possuem campos magnéticos muito poderosos e são muitas vezes criados nessas explosões, ou seja, o SGR certamente foi criado pela supernova. Esse fenômeno mostra como a explosão que destruiu a estrela mais velha foi altamente assimétrica.
Os dados do telescópio Chandra indicam que a nebulosa tem cerca de 5 mil anos e a energia da explosão é estimada em aproximadamente duas vezes o de uma supernova normal.
Fonte: NASA

Uma estrela vai invadir nosso sistema solar?

Um astrônomo russo deixou algumas pessoas preocupadas ao publicar um artigo dizendo que uma estrela anã, atualmente a 63 anos-luz de distância, poderá, muito provavelmente, entrar em nosso sistema solar em menos de 2 milhões de anos.
gliese 710 a
© ESO (Gliese 710, concepção artística)
Vadim Bobylev, do Observatório de Pulkovo, na Rússia, apresentou em Astronomy Letters uma lista de estrelas próximas que poderão fazer contatos imediatos com a nossa vizinhança solar. Ele descobriu que a Gliese 710, estrela com cerca da metade da massa do Sol, tem uma chance 86% de sair da nuvem de Oort (nuvem esférica de cometas no exterior do sistema solar) e entrar em nosso sistema daqui a cerca de 1,5 milhão de anos.
Em 1999 uma equipe de pesquisadores cruzou dados do satélite europeu Hipparcos, que catalogou a posição e o movimento de cerca de 120 mil estrelas na Via Láctea. A pesquisa, publicada no Astronomical Journal, constatou que Gliese 710 provavelmente esteve a uma distância cerca de 1,1 anos-luz do Sol. Os autores do estudo, concluíram que a "viagem" de Gliese 710 no passado ocorreu quando houve a dispersão de milhões de cometas, felizmente, porém, para fora de nosso sistema solar.
gliese 710 b
© NASA (Gliese 710)
Sempre há noticias dramáticas, mas, como Bobylev observou, a futura "entrada" da Gliese 710 é conhecida há mais de uma década. E como foi apontado, o encontro poderá ser inofensivo.
Paul Weissman, cientista sênior no Jet Propulsion Laboratory da Nasa em Pasadena, Califórnia, e coautor do artigo original, diz que seria necessária uma aproximação muito maior da Gliese 710 ao Sol para iniciar uma chuva de cometas na Terra. "Isso não é impossível, dada a nossa incerteza sobre a movimentação da estrela, mas a pesquisa de Bobylev indica ser improvável", completa Weissman, notando uma boa dose de incerteza em relação à rota da estrela Gliese 710.
Mas mesmo se as gerações futuras, daqui a milhões de anos, possam sofrer com a queda de uma estrela-anã na Terra, não poderíamos fazer nada. Há 1,5 milhão de anos atrás, a espécie humana ainda não existia e o estágio da tecnologia do Homo erectus eram apenas ferramentas de pedra e, possivelmente, um fogo controlado. É de se esperar que, se a humanidade evoluiu tanto em poucos milhões de anos, no futuro os habitantes terrestres possam apenas apertar um botão e acabar com qualquer ameaça de apocalipse.
Fonte: Scientific American