Como uma roda de hamster foi parar no espaço?
© SWOS (Longmore 8)
A Nebulosa da Roda de Hamster (Longmore 8) foi descoberta originalmente por Andrew J. Longmore em 1976 como parte de um levantamento mais amplo do céu austral.
Esse levantamento empregou diversos avanços na tecnologia fotográfica, incluindo o uso de filmes de alta sensibilidade, para captar objetos mais profundos e tênues em placas que foram examinadas a olho nu e catalogadas.
Longmore 8, também conhecida como ESO 382-63 e PK 310+24.1, sendo possivelmente a mais fotogênica das 17 nebulosas planetárias do pouco conhecido catálogo Longmore. Foi descoberta independentemente pelo prolífico astrônomo Lubos Kohoutek e também está catalogada como K1-29.
A imagem em destaque, obtida no Observatório El Sauce, no Chile, retrata uma intrincada estrutura em forma de roda, feita de hidrogênio brilhante, que foi lançada ao espaço por uma estrela moribunda e ionizada pela anã branca remanescente. Essa estrutura era quase invisível na placa original, o que demonstra o poder dos telescópios e câmeras modernos.
Dois aglomerados opostos de gás hidrogênio vermelho, envoltos no véu azul de oxigênio ionizado, sugerem a presença de uma companheira da brilhante anã branca no centro da roda!
A idade da estrela central pode ser de 7.800 anos e a distância, de cerca de 4.750 anos-luz.
Fora da camada central principal, existe uma enorme estrutura de origem desconhecida, composta predominantemente por emissão de OIII. Essa estrutura externa foi descoberta pelo astrônomo amador Steve Crouch, membro da equipe do Levantamento de Halos de Nebulosas Planetárias Galácticas (GPNHS), em maio de 2016.
Fonte: NASA
